Minivan JAC J6 Fotos, Informações

Minivan JAC J6 Fotos, Informações

Minivan JAC J6 Fotos, Informações. Se você chegar a uma concessionária JAC e perguntar ao vendedor por que deve comprar a nova minivan J6, ouvirá uma resposta simpática e bem treinada.

- Porque é um carro de até sete lugares, completo, com motor 2.0 e seis anos de garantia por menos de R$ 60 mil.
É nessa linha de custo-benefício-espaço que a JAC Motors do Brasil aposta para vender entre mil e 1.500 unidades do J6 por mês. Não que ele seja exatamente barato. Os R$ 58,8 mil pedidos pela versão com cinco lugares e R$ 59,8 mil pelo modelo para sete ocupantes (chamado de Diamond) tornam o novo carro chinês R$ 5.000 mais caro do que o japonês Nissan Gran Livina.

Ainda assim, o presidente da marca no Brasil, Sérgio Habib, diz acreditar que o consumidor perceberá que o J6 ganha em tamanho e oferta inicial de equipamentos – como freios ABS, air bags, ar-condicionado digital, trio elétrico e som -, que são de série no carro chinês. As metas são mesmo ambiciosas.

- Vamos, com toda a certeza, liderar o mercado de minivans.

Na mira estão concorrentes tradicionais, mas cansados pela ação do tempo, como Chevrolet Zafira e o próprio Grand Livina, além de modelos menores, mas que entram na categoria minivan/monovolume, como Fiat Idea, Honda Fit e Chevrolet Meriva.

Categoria superior

O J6 não só compete em uma categoria superior em relação ao hatch J3 e ao sedã J3 Turin: ele também é um carro superior. É mais estável e mais silencioso, além de ter câmbio melhor e ser mais bonito. Faz muita falta, no entanto, a oferta de transmissão automática, item quase obrigatório nesse segmento. Segundo a marca, não há qualquer plano de aplicar o recurso ao J6.

Com 4,55 m de comprimento, 1,77 m de largura, 1,66 m de altura e 2,71 m de entre-eixos, o J6 tem bom espaço interno, tanto na frente quanto na segunda fileira de bancos. A terceira fileira, que pode ser colocada e retirada à vontade no modelo Diamond, serve apenas para crianças e rouba espaço do porta-malas.

Na configuração de cinco lugares, o compartimento de bagagens do JAC J6 chega a excelentes 720 litros de capacidade, que caem para apenas 198 litros quando a terceira fileira de bancos entra em cena. Com os assentos completamente rebatidos, o motorista pode transportar até 2.200 litros, segundo a marca. Por apenas R$ 1.000 a mais, o modelo de sete lugares deve dominar as vendas, respondendo por 75% do mix.

Os bancos são confortáveis e têm ajustes individuais, inclusive nos assentos traseiros. No caso do motorista, as regulagens incluem distância, altura e encosto. O tecido utilizado no revestimento, entretanto, é similar ao encontrado no J3: um tipo de veludo que gruda na roupa e suja com muita facilidade. O proprietário pode optar pelos bancos de couro, que são opcionais e custam R$ 1.400 (J6) e R$ 1.800 (J6 Diamond). Também são optativas a pintura metálica (R$ 1.190) e as rodas aro 17 (R$ 1.600). Fazem muita falta computador de bordo e controle de cruzeiro (piloto automático).

Os materiais utilizados no painel estão em nível igual ou superior à concorrência. A presença de plástico emborrachado é uma boa surpresa e agrega alguma sofisticação ao modelo, cujo desenho é mais harmonioso e bem resolvido do que o do J3, com quem compartilha a identidade visual.

É estável em curvas, mas falta fôlego

Entrar no carro, ajustar o banco e a altura do volante – revestido em couro, mas muito grande e incomodamente fino -, girar a chave e partir. O R7 testou o JAC J6 Diamond durante curtos trechos de percurso urbano e rodoviário, entre a cidade de São Paulo e a região de Embu, utilizando a rodovia Raposo Tavares.

Confesso que estava curioso para ver como seria o câmbio do carro, já que esse foi um dos pontos que mais desagradaram no test-drive do J3. A surpresa foi boa: os encaixes da transmissão de cinco velocidades do J6 são muito mais justos, precisos e silenciosos. Ponto positivo para os chineses também no escalonamento das marchas, que não cansa o motorista.

Na cidade, o J6 mostrou ser confortável, absorvendo muito bem as irregularidades do solo e encarando com competência a tradicional buraqueira. O silêncio interior, tão desejado nessa categoria de veículo, também esteve presente. A direção é extremamente leve, boa para manobrar, mas ruim na hora de guiar em linha reta em altas velocidades. Essa característica exige constantes correções do motorista, quase como se houvesse uma pequena folga no volante. Certamente é um ponto que a JAC precisa melhorar no modelo.

No sinuoso percurso da Raposo Tavares, a suspensão – independente McPherson na frente e Dual Link atrás – mostrou o bom trabalho de calibragem realizado pelos engenheiros que adaptaram o carro ao Brasil. Mesmo atacando as curvas em velocidade maior do que seria recomendado, o J6 se manteve seguro, na linha, com pouca rolagem lateral.

A contrapartida a esse bom comportamento dinâmico vem no motor, um 2.0 16V que funciona apenas com gasolina e gera 136 cv de potência a 5.500 rpm. Apesar de ser mais forte do que o propulsor utilizado pelo J6 na China (1.8), ele demora a responder e não consegue empurrar o carro em subidas, exigindo reduções para quarta ou até terceira marcha, como ocorreu no trajeto rodoviário. O torque máximo, de 19,1 kgfm, vem a altas 4.000 rpm. Como o trajeto foi curto, não foi possível medir o consumo. Esse teste fica para a avaliação prolongada.




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